Por Flávia Breda

O capital de giro é uma parte da reserva dos recursos financeiros da empresa destinado a financiar suas despesas operacionais. Como diz o próprio nome, é a reserva financeira que faz a empresa girar.

Esses recursos servem para movimentar o dia a dia da empresa: manter estoques, compra de matéria-prima, pagamento de funcionários, pagamento de fornecedores, gastos fixos (contas de consumo) etc. e, embora extremamente importantes para garantir a boa saúde financeira, muitas vezes boa parte dele fica parado (em contas bancárias no caixa, por exemplo), perdendo valor no tempo.

Muitas empresas usam a poupança (ou a conta poupança) para garantir alguma rentabilidade. Essa escolha, no geral, se dá pela segurança e liquidez imediata. Contudo existem outras modalidades de investimento a curto prazo que garantem melhor retorno e igualmente possuem essas características. A ideia é fazer o capital de giro “trabalhar” pela empresa, assegurando uma boa rentabilidade. Quer saber como? Abaixo eu apresento algumas alternativas.

Aplicação no CDB

Os CDB´s (Certificado de Depósito Bancário) são títulos emitidos por instituições financeiras com o intuito de captar recursos para cobrir seus próprios custos, reinvestir na empresa ou realizar empréstimos aos clientes. É verdade que nessa modalidade de investimento, diferentemente da poupança, há incidência do Imposto de Renda, mas o rendimento compensa: os juros pagos pelo título superam a poupança, mesmo considerando os tributos e outras taxas cobradas.

Os CDB´s possuem boa liquidez e quanto mais tempo o valor fica aplicado melhores são os rendimentos. Existem CBD´s de liquidez diária, a vantagem deles é que não possuem perda na rentabilidade por efetuar o resgate antes do vencimento. Mas atenção: é preciso ficar atento para escolher a opção certa porque existem regras diferentes para cada modalidade de CDB.

Quanto ao risco, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC ), entidade sem fins lucrativos criado plea CVM que dá proteção aos investidores, garante cobertura de até R$ 250 mil por credor / por instituição financeira em caso de quebra do emissor dos títulos. Dessa forma, é possível investir com máxima segurança, nunca ultrapassando o limite de R$ 250 mil por banco.

Tesouro Direto

O tesouro direto é um programa do Governo Federal e o seu funcionamento é muito parecido com o do CDB – com a diferença de que na outra ponta está o Governo ao invés da instituição financeira privada. Funciona como um empréstimo: o investidor compra o título, “emprestando” dinheiro ao Governo, e depois de um tempo, no resgate, recebe de volta o valor acrescido de juros e correção.

A principal vantagem de investir em títulos públicos é a liquidez: o Governo implementou um sistema de recompra diária, o que garante liquidez imediata aos títulos.

Exemplo de Lista

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Exemplo de Link

Outra forma de investir o capital de giro no curto e curtíssimo prazo é por meio da compra e venda de ações. De todas as opções discutidas essa é a mais arriscada devido à oscilação da bolsa, mas, se acompanhado por um especialista, a gestão de riscos fica mais fácil e a diversificação deve trazer bons rendimentos, reduzindo a insegurança.

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Compra e venda de ações. Mais arriscado, porém com possibilidade de maior retorno

Outra forma de investir o capital de giro no curto e curtíssimo prazo é por meio da compra e venda de ações. De todas as opções discutidas essa é a mais arriscada devido à oscilação da bolsa, mas, se acompanhado por um especialista, a gestão de riscos fica mais fácil e a diversificação deve trazer bons rendimentos, reduzindo a insegurança.

É possível lucrar de três formas com a compra e venda de ações: valorização dos preços, recebimentos de dividendos e juros sobre capital próprio e aluguel de ações. Mesmo com um prazo de apenas quinze dias ou um mês é possível ter um bom retorno.

Algumas corretoras indicam as ações que pagarão dividendos na semana e que, ao mesmo tempo, possuem forte tendência de valorização dos preços, podendo formar uma carteira que combine as estratégias para uma máxima lucratividade.

Que tal investir na própria empresa?

Por fim, é importante considerar investimento no próprio negócio. O que acha de financiar um novo maquinário ou investir num software de gestão financeira, por exemplo? Por que não aumentar a compra de determinada matéria prima de uso contínuo com um bom desconto?

Você pode utilizar parte do seu capital de giro para isso, muitas vezes é o que a empresa precisa naquele momento. A ideia é investir estrategicamente em áreas que possibilitem um rápido retorno do investimento, levando-se em consideração o fato de que a ampresa pode precisar dele a qualquer momento para despesas operacionais.

Escolha uma dessas opções acima ou diversifique, dividindo o capital de giro entre as modalidades de aplicações financeiras citadas ou investimento na própria empresa – quanto maior o capital de giro, maior é a possibilidade de diversificação. O importante é não deixá-lo parado. Faça um planejamento e invista com inteligência.