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Capital de giro: aprenda a utilizá-lo como ferramenta de investimento

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O capital de giro é um recurso extremamente importante para garantir o funcionamento da empresa, mesmo em períodos em que se acumulam prejuízos. No entanto, muitas vezes grande parte desse recurso fica parado em contas-correntes e/ou em caixa, desvalorizando dia após dia por conta da inflação.

Mesmo aplicando na poupança, a rentabilidade oferecida apenas cobre a inflação e não gera valorizações significativas. Existem outras modalidades de investimento que se pode fazer, equilibrando segurança, liquidez, acessibilidade e melhores rendimentos.

Para garantir o poder de compra do capital de giro e, de quebra, ganhar um bom lucro, mantenha ele “trabalhando” por você com as dicas de investimentos que daremos a seguir!

Investimento na própria empresa

A primeira forma de utilização do capital de giro que pode considerar é o investimento no próprio negócio. Muitas vezes, você pode ter uma forte demanda por algum produto ou serviço específico, precisando recorrer ao crédito para financiar uma compra emergencial.

Por que não utilizar parte do seu capital de giro para isso? Você pode comprar uma boa quantidade para atender a demanda pagando um preço à vista e tendo um bom desconto.

Nesses casos, o giro de mercadorias e serviços pode ser bem grande, possibilitando um rápido retorno do investimento e uma boa rentabilidade no processo. A ideia é utilizar o capital de giro para investimentos de curto a curtíssimo prazo.

Levando em consideração o fato de que pode precisar dele a qualquer momento, o investimento precisa aliar rentabilidade com liquidez e acessibilidade.

Aplicação no CDB

CDB (Certificado de Depósito Bancário) são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras com o intuito de captar recursos para cobrir seus próprios custos, reinvestir na empresa e realizar empréstimos aos clientes. Nessa modalidade, diferente da poupança, há incidência do Imposto de Renda, mas o rendimento compensa mesmo assim.

Os juros pagos superam a poupança, mesmo considerando os tributos e taxas cobradas. Também tem boa liquidez e quanto mais tempo o valor fica aplicado melhores são os rendimentos.

O risco envolvido nessa operação é o de falência do banco ou instituição financeira que emitiu os títulos. Esse fator pode ser contornado pela segurança oferecida pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

O FGC garante que até R$ 250 mil seja assegurado por CPF em caso de quebra do emissor dos títulos. Dessa forma, você pode investir com máxima segurança, nunca ultrapassando esse limite por banco e/ou outras instituições financeiras.

Compra e venda de ações

Outra forma de investir o capital de giro no curto e curtíssimo prazo é por meio da compra e venda de ações. De todas as opções discutidas essa pode ser a mais arriscada devido a oscilação constante dos preços, mas se acompanhado por um especialista, a gestão de riscos fica mais fácil e a diversificação deve trazer bons rendimentos, reduzindo a sensação de insegurança.

É possível lucrar de três formas com a compra e venda de ações: valorização dos preços, recebimentos de dividendos e juros sobre capital próprio e aluguel de ações. Mesmo com um prazo de apenas quinze dias ou um mês é possível ter um bom retorno.

Algumas corretoras indicam as ações que pagarão dividendos na semana e que, ao mesmo tempo, possuem forte tendência de valorização dos preços, podendo formar uma carteira que combine as estratégias para uma máxima lucratividade.

Você pode escolher uma dessas opções ou diversificar, dividindo o capital de giro em diversas modalidades de investimento. O importante é não deixá-lo parado. Faça um planejamento e invista com inteligência.

Se você gostou das dicas, aproveite para descobrir também como conseguir capital de giro para a empresa!

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